ESTUDANDO CULTURA

Textos elaborados para meu curso de pós-graduação dentro das matérias de "Crítica Literária" e "Produção e Circulação de Obras nas Redes. Universidade Belas Artes de São Paulo. Textos para a matéria "Produção Cultural On-Line" poderão ser apreciados no nosso blog cultural EAT ART.Endereço em "links".

terça-feira, junho 28, 2005

"Ensaio" Livro Città Di Roma - Zélia Gattai


Città di Roma
Zélia Gattai



O livro conta a saga da família Da Col (família materna), dos Montes Dolomitas, e os Gattai (família paterna), da cidade de Florença. O destino era o Brasil.
Num grupo de 150 pessoas, homens das mais diversas condições sociais e profissionais, verdadeiros heróis empunhando a chama revolucionária. Eles partiam para fundar uma colônia experimental socialista no Brasil, a Colônia Cecília, em terras do Paraná doadas pelo imperador Dom Pedro II: nessa leva, partiu a família Gattai, em fevereiro de 1890. No porto de Gênova o grupo embarcou no Città di Roma.
Zélia Gattai traz uma leitura leve, distribuídas em cento e trinta e nove pequenas histórias, onde cada uma tem seu começo, meio e fim. A autora não fez um índice, talvez para aguçar a curiosidade do leitor em ler o livro por completo, não buscando um determinado assunto ou simplesmente utilizando alguns capítulos como ferramenta de pesquisa. O leitor terá que embarcar em todas as memórias das famílias Gattai e Da Col.
O livro é cheio de vida, do cotidiano da pequena cidade que começava a figurar como metrópole e pulsava para um grande desenvolvimento trazido por uma nova força, a dos braços da colônia italiana. Para quem espera grandes acontecimentos da travessia do "Città de Roma" até o Brasil, deixa a desejar, assim como o cotidiano na Colônia Cecília, no Paraná. A saga da família no navio italiano está descrita em somente vinte páginas. Como a escritora já o tinha descrito em alguns capítulos em seu primeiro livro de memórias "Anarquistas, graças a Deus", publicado em 1979, ficou para essa publicação somente uma introdução das sagas familiares. O livro é mais recheado com detalhes do cotidiano das famílias Gattai e Da Col, talvez lembranças que na oportunidade não apareceram na ocasião de publicação do primeiro livro.
A família Gattai seguiu para o Paraná enquanto os Da Col foram para o interior de São Paulo. Os Da Col abandonaram o sonho devido aos maus tratos na fazenda e foram para a cidade de São Paulo. Os Gattai, depois de dois anos desistiram do sonho na Colônia e também partiram para São Paulo. Ernesto e Angelina, pais de Zélia, se conheceram quando o "biondin" — apelido dado pela prima Regina ao jovem Ernesto — rondava a casa dos Da Col. Regina achava que os sorrisos eram para ela, mas decepcionou-se quando o rapaz direcionou um "buona sera, signorina" para Angelina. Não satisfeito segurou seus braços e se declarou: "Eu gosto de você...e digo mais...quer se casar comigo?"
A autora se aprofunda na vida familiar, já na cidade de São Paulo. São muitos acontecimentos na região das ruas Bela Cintra, Consolação e bairros mais afastados onde a família possuía familiares. São detalhes dos avôs, tios, tias, primos e em especial dos seus pais e irmãos. Faltou um pouco de referências aos anos que tudo isso aconteceu. Tomando por base o ano de nascimento da autora, supõe-se que o livro em análise está situado entre as décadas de 20 e 30.
O texto traz momentos de descontração. Logo no início conta a história de Tia Hiena. Nono Gattai resolve registrar sua filha de Hiena, porém o escrivão seria contra com a tal escolha do nome, por se tratar de um animal estranho. Nonno, como todo bom italiano que traz a resposta na ponta da língua, diz: "Se o papa pode ser Leão, minha filha pode ser Hiena". E assim foi registrada a criança que logo veio a falecer. Zélia, com imaginação fértil de criança, imaginava a tia com uma bocarra, dentões e rindo, ficando arrepiada com essa história e hoje equipararia tal nome de sua tia ao folclore do "chupa-cabra".
Determinada história traz alguns nomes conhecidos na cidade como os das crianças Izildinha e Antoninho da Rocha Marmo considerados santos. Essa parte é narrada por Dona Angelina quando à lembrança da sua irmã Carolina, considerada uma santa. Dona Angelina considerava Carolina como Andoletta Dala Costa, menina com dotes mediúnicos, santinha milagrosa, que viveu lá nos montes Dolomitas, na Itália.
Outro momento de descontração é a narrativa de sua prima Alféa quando foram a um velório. Zélia ainda criança observava piolhos na cabeça do defunto. Sua prima disse que todos os defuntos tinham "pioeira" e que quando morriam explodiam da cabeça.
Foi através da culinária italiana, ainda hoje marca registrada da gastronomia na cidade, que nasceram uma infinidade de cantinas e restaurantes. São Paulo, naquele período, tinha alguns bairros onde se fixaram as famílias italianas, entre eles, Bexiga, Brás, Móoca e Belém. Até hoje, em pleno século XXI, é comum aos domingos as famílias se reunirem para almoçar a "macarronada da mamma". O livro também recebe alguns detalhes da culinária vivida em sua casa, como o tradicional molho da macarronada. Às quintas-feiras o talharim e aos domingos variava-se: risoto, lasanha, nhoque, raviolis ou canelones. O texto vem com receita completa. Detalhes de culinária é comentado quando a família foi almoçar na chácara de seu tio Angelim em São Caetano. Servia-se arroz com vinho, à moda cadorina, e muito queijo ralado. Além do canedri, sopa grossa, com bolotas de massa feita de farinha de trigo, leite, pedacinhos de pão e salame do Rio Grande moído, queijo falado, e talvez noz-moscada.
A família Gattai passa por um período de incertezas, pois estourava a Revolução de 1924, que segundo pesquisa durou 23 dias e abalou a capital paulista. Saldo: quinhentos e três mortos, mais de cinco mil feridos e um contingente de duzentas mil pessoas fugiram da cidade. Segundo a escritora, detalhes desse episódio foi comentado longamente em seu primeiro livro: "Anarquistas, graças a Deus" a partir desse momento, após a leitura desse livro, aguça-se sobre o que trataria o primeiro livro da escritora sendo também de memórias familiares. Um comentário sobre os dois livros será feito no final esse "Ensaio".
Para o leitor com poucos conhecimentos dos aspectos históricos da cidade de São Paulo, como a revolta tenentista ou alguns referenciais ao Partido Comunista, terá o mesmo que fazer uma pesquisa sobre esses assuntos. Como o livro é de memórias familiares não devemos exigir da escritora tantos detalhes da história paulistana e nacional.
Após esse período a família prospera com importações de carros italianos. Seu pai Ernesto, participa de corridas de automóveis e sofre um grave acidente. Depois disso "Seu" Ernesto monta uma oficina mecânica.
Podemos também salientar a vida de adolescente da escritora e suas idas aos bailes da cidade. A família era liberal, permitindo as moças freqüentarem festas de igrejas e bailes. Zélia teve seu primeiro contato com "a bexiga", um preservativo que achou no paletó do irmão Remo. Ao ler esse trecho do livro, observa-se como seria encontrar um preservativo em plena década de 20/30, pois sempre foi tabu entre as famílias brasileiras. Mesmo os consumidores, até o advento da Aids, sempre foram alheios ao uso de tal proteção, sentindo uma certa vergonha ao comprar. As mulheres sequer poderiam ter tal preservativo na bolsa como acontece hoje em dia.
Após a fase de adolescência da escritora o leitor deleita-se com oito páginas contendo um álbum de fotografias da família.
Outro grande tabu entre conversas familiares era sobre a virgindade feminina. O livro de Zélia apresenta uma parte engraçada quando sua irmã antes de se casar vai fazer confissão ao padre da Igreja do Calvário. O padre especula tanto a vida da moça e ela saia sempre pela tangente, dizendo que não sabia. Na realidade Wanda não era mais virgem, pois já tinha casado em sua casa, antes desse religioso, e após a festa partiu com o marido para sua casa na Vila Madalena. Um diálogo bastante divertido.
Assim também foi a descrição da noite de sexo do seu irmão Remo com a emprega Ana. "Seu" Gattai já desconfiado do que acontecia na sua oficina, ao lado de casa, programou uma noite para bisbilhotar na surdina, pé ante pé, esperando todos dormirem e pegar os jovens "no pulo". A pobre empregada envergonhada sumiu da casa da família.
Nasce Déa, a primeira sobrinha da escritora. Esse nascimento traz uma reflexão se quando a escritora nasceu tinha sido adorada pelos tios e tias. Seguidamente relatos de outros nascimentos de sobrinhas e sobrinhos.
Faz também um comentário nesse livro sobre o escritor Jorge Amado, seu marido. "Foi Ristori quem me fez ler, pela primeira vez, um livro de Jorge Amado: Leia bela, você vai gostar".
Acredito que uma escritora memorialista traga para as páginas finais algum acontecimento relevante da família, pelo menos naquele espaço de tempo em que ele se situa. Podem ser acontecimentos bons trazendo a tona nascimentos ou casamentos ou ainda pontua-lo com notícias tristes como alguma morte.
Em Città di Roma a autora talvez revele o que foi a pior fase familiar. Esses acontecimentos estão nesse livro em análise, acredito que em "Anarquistas, graças a Deus" — esse livro não foi lido, somente analisado algumas partes — e ainda em "Um Chapéu para Viagem".
A história da família se mistura com uma parte marcante da história do Brasil, ou seja, com o Partido Comunista, Luiz Carlos Prestes, Olga Benário, prisão, maus tratos e extradição. Algo que talvez muitas famílias vivenciaram no pior período da vida política do país, dentro da Era Vargas.
Passando da apresentação de alguns pontos interessantes das histórias familiares de Zélia Gattai, vale ressaltar algumas observações sobre esse livro de memórias.
Apesar de Città di Roma ter sido lançado em 2000, 21 anos após a primeira edição de seu primeiro livro "Anarquistas, graças a Deus", sobrou para a autora ainda muitas lembranças, talvez algumas repetidas e outras mais detalhadas, fazendo com que escrevesse Città di Roma.
Como foi citado num parágrafo acima, onde "Anarquistas, graças a Deus" não foi lido, mas sim analisado, a escritora através dos seus títulos de histórias repete muitos acontecimentos de suas memórias familiares em ambos. Enquanto o primeiro é muito mais detalhado em acontecimentos e se fixa num outro tipo de cotidiano como a participação da família mais dentro do contexto da cidade, o livro analisado fica com os detalhes mais íntimos da família.
Resta-nos saber se tudo que foi relatado em "Città di Roma" não deveria entrar em "Anarquistas, graças a Deus" como um livro revisitado ou relançado, tornando assim um livro de memórias mais detalhado.
Outro detalhe interessante que talvez possa ter passado na cabeça da escritora para escrever um segundo livro para esse mesmo período da família, é que um leitor pode ler qualquer um dos livros e conhecerá a saga das famílias Gattai e Da Col, um mais detalhado outro mais sintético.
O leitor que se interessa pela literatura memorialista de Zélia Gattai, em especial por essa parte das memórias de sua família, saindo de Gênova e chegando ao Brasil ou ainda pelo primeiro livro da escritora, acompanhará acontecimentos históricos da cidade de São Paulo. Seguindo essa linha, vale ressaltar que não foi somente a saga italiana que a cidade vivenciou, mas outras histórias de imigrações, como as dos japoneses chegando no navio Kasato-Maru, no dia 18 de junho de 1908 no porto de Santos.
Esses acontecimentos importantes dentro da história nacional, especificamente "imigração", foram transformado em outros estilos de leituras, como o próprio livro de Zélia Gattai "Anarquistas, graças a Deus" que foi transformado em minissérie pela Rede Globo, apresentada de 07 a 17 de maio de 1984, onde teve os atores Ney Latorraca como "Seu" Ernesto e a atriz Débora Duarte como Dona Angelina. Assim como foi a saga da imigração japonesa no filme "Gaijin’" da diretora Tizuka Yamashaki.
A emissora paulista, Rede Bandeirantes, apresentou sua novela "Os Imigrantes" onde contou a saga também dos imigrantes italianos. A novela teve quatro fases partindo de 1891 até 1955. A autoria foi de Benedito Ruy Barbosa que veio depois apresentar outras três novelas na mesma linha na Rede Globo.

A exploração do tema "imigração italiana" chegou na emissora carioca com a novela "Nova Vida", história se passando nos cortiços do bairro paulistano do Bexiga. Apresentada de 21 de novembro de 1988 a 06 de maio de 1989. Após 10 anos a emissora apresentou "Terra Nostra" e após três anos "Esperança". A primeira, apresentada de 20 de setembro de 1999 até 03 de junho de 2000, se não foi baseada nesse livro de Zélia Gattai teve grandes referenciais, pois mostrou a vinda de famílias italianas desde a partida na Itália, sofrimento em alto mar, mortes, a chegada no Porto de Santos, o trabalho dos colonos, a vida das famílias abastadas na Av. Paulista, etc. A segunda, o romance açucarado de um italiano pela filha do maior inimigo do seu pai. A história se passa em 1931 e trouxe a partida na Itália do jovem Toni, dificuldades enfrentadas no Brasil, e com alguns pontos interessantes da história de São Paulo, como a Revolução de 1932. A história de Toni e Maria foi apresentada de 17 de junho de 2002 até 15 de fevereiro de 2003.
Com essa temática, já se fizeram também muitos sambas enredos para as escolas de Samba do Rio de Janeiro e São Paulo.
O sucesso que esses livros memorialistas sempre fazem, em especial sobre a imigração italiana na cidade de São Paulo, é justamente por trazer à tona a vida dessas pessoas que vieram de tão longe, com um grande sonho. Alguns com sonhos econômicos, outros com sonhos políticos e por todos esses ideais de seus ascendentes acabam por se misturar com a própria história de muitos moradores daqui, fazendo pioneiros Gattais, Da Col, Bertoluccis, Mantovanis, Matarazzos, etc. lembranças vivas para toda uma geração de descendentes.
O escritor Pedro Nava usa como epígrafe a seguinte citação: "Um livro de memórias não tem lugar para piedade" todo memorialista, quando se propõe a escrever suas memórias, assume um compromisso tácito com o leitor, o de dizer a verdade (pelo menos a sua verdade).
Depois dessa gostosa leitura, relembrando até alguns momentos de minha própria história familiar, sugeriria um novo estilo de livro contando com a boa memória de Zélia. Que a escritora enveredasse para um livro de culinária começando pelo período de infância, onde ela mesma descreve em "Città di Roma" o tal molho da macarronada ou a culinária na casa do seu tio Angelim, passando pela culinária internacional que talvez tenha aprendido quando do período de seu exílio com Jorge Amado em vários paises, finalizando com a culinária baiana. O que acha Zélia?

Um pouco da vida da escritora Zélia Gattai
Paulistana de nascimento e baiana por adoção, Zélia a do "Seu" Jorge

Filha de imigrantes italianos, a escritora Zélia Gattai (Zélia Gattai Amado) nasceu em 2 de julho de 1916, na capital de São Paulo, onde viveu toda a sua infância e adolescência. Zélia participava, com a família, do movimento político-operário que tinha lugar entre os imigrantes italianos, espanhóis, portugueses, no início do século XX. Aos 20 anos, casou-se com Aldo Veiga. Deste casamento, que durou oito anos, teve um filho, Luiz Carlos, nascido em São Paulo, em 1942. Um particular pontuado nesse livro que está sendo analisado, a autora comenta sobre seu primeiro marido, tratando como uma página virada em sua vida.
Leitora entusiasta de Jorge Amado, Zélia Gattai o conheceu em 1945, quando trabalharam juntos no movimento pela anistia dos presos políticos. A união do casal deu-se poucos meses depois. A partir de então, Zélia Gattai trabalhou ao lado do marido, passando a limpo, à máquina, seus originais e o auxiliando no processo de revisão.
Em 1946, com a eleição de Jorge Amado para a Câmara Federal, o casal mudou-se para o Rio de Janeiro, onde nasceu o filho João Jorge, em 1947. Um ano depois, com o Partido Comunista declarado ilegal, Jorge Amado perdeu o mandato, e a família teve que se exilar. Esse trecho da vida de Zélia com Jorge Amado pode ser apreciado com a leitura do livro: "Um chapéu para Viagem"
Viveram em Paris por três anos, período em que Zélia Gattai fez os cursos de Civilização Francesa, Fonética e Língua Francesa, na Sorbonne. De 1950 a 1952, a família viveu na Tchecoslováquia, onde nasceu a filha Paloma. Foi neste tempo de exílio que Zélia Gattai começou a fazer fotografias, tornando-se responsável pelo registro, em imagens, de cada um dos momentos importantes da vida do escritor baiano.
Em 1963, mudou-se com a família para a casa do Rio Vermelho, em Salvador, na Bahia, onde tinha um laboratório e se dedicava à fotografia, tendo lançado a fotobiografia de Jorge Amado intitulada "Reportagem incompleta".
Aos 63 anos de idade, começou a escrever suas memórias. O livro de estréia, "Anarquistas, graças a Deus", ao completar 20 anos da primeira edição, já contava mais de duzentos mil exemplares vendidos no Brasil. Sua obra é composta de nove livros de memórias, três livros infantis, uma fotobiografia e um romance. Alguns de seus livros foram traduzidos para o francês, o italiano, o espanhol, o alemão e o russo.
Zélia Gattai é a Sexta ocupante da cadeira de n° 23 da Academia Brasileira de Letras, que por 40 anos pertenceu ao marido, o escritor Jorge Amado. Essa cadeira já pertenceu ao escritor José de Alencar (patrono), Machado de Assis (fundador), Lafayette Rodrigues Pereira, Alfredo Pujo e Otávio Mangabeira.
Sua posse de "imortal" lhe rendeu críticas violentas (sobretudo por parte do concorrente Joel Silveira, que a acusou de não saber escrever), mas a escritora jura que não se abalou.
Em entrevista à Revista Época em novembro de 2004, disse: "Fiquei sabendo pelos jornais, mas não dei a mínima bola para ele. Antes de virar escritora, eu já freqüentava informalmente a Academia. Jorge Amado foi acadêmico por 40 anos. Nesse meio-tempo, convivi com toda aquela gente, fizemos bons amigos entre os acadêmicos. Há muitas reuniões e atividades interessantes por lá".
Dentre seus projetos literários, segundo comentou nesta mesma entrevista, estão o de escrever um livro de memórias sobre os últimos momentos de vida de Jorge Amado. Já tem um título provisório: "Entre o Céu e a Terra".
Zélia atualmente mora num amplo apartamento no bairro de Brotas, perto da antiga Casa do Rio Vermelho, em Salvador. A antiga casa passará por reformas e será transformada em Memorial Jorge Amado.
Ao 89 anos de idade, desde que se mudou para o apartamento em Brotas, tem um hábito inusitado: jogar sinuca. Viaja com regularidade para o Rio de Janeiro para participar das reuniões da Academia Brasileira de Letras. Mostra-se também um mulher atualizada, chegando a participar da votação no baiano Jean Willys, no último Big Brother Brasil 5.
Em entrevista no dia 07/06/05 no programa do Jô, exibido pela Rede Globo, o próprio Jean Willys ganhador do BBB 5, comentou que se sentiu lisonjeado quando recebeu um telefonema de Paloma Amado, dizendo que Zélia Gattai queria lhe falar. Segundo Jean, Zélia disse que aprendeu a usar o computador somente para votar no baiano.
Livros publicados por Zélia Gattai:
Anarquistas Graças a Deus - 1979 (memórias); Um Chapéu Para Viagem 1982 (memórias); Senhora Dona do Baile 1984 (memórias); Reportagem Incompleta 1987 (memórias); Jardim de Inverno 1988 (memórias);
Pipistrelo das Mil Cores 1989 (literatura infantil); O Segredo da Rua 18 1991 (literatura infantil); Chão de Meninos 1992 (memórias); Crônica de Uma Namorada 1995 (romance); Casa do Rio Vermelho 1999 (memórias); Città di Roma 2000 (memórias); Um Baiano Romântico e Sensual; Códigos de Família
Lançado em 2004 seu 14° livro "Memorial do Amor" (Record, 144 pags.)






Bibliografias e sites visitados:

CITTÀ DE ROMA - Editora Record – 2000 - 172 pags. – 2ª edição
Anarquistas Graças a Deus – Editora Record – 1998 – 271 pags. - 29ª edição

Matéria da Revista Isto É - www.terra.com.br/istoegente/126/entrevista/

Academia Brasileira de Letras - www.academia.org.br/imortais/cads/23/zelia.htm

Informação sobre a Revolução 1924
1_tempo_modernista_brasil_cont_hist/inicio_tenentismo.htm
Informações sobre minissérie e novelas - www.teledramaturgia.com.br/anarqi.htm

Informações sobre a Imigração Italiana - www.memorialdoimigrante.sp.gov.br/realizad/Revoluca.html

Sobre a citação de Pedro Nava - www.mazzaedicoes.com.br/livros/memorias/memorias.html#

1 Comments:

  • At 27/7/05 06:49, Anonymous Ana Lucia Bisseling said…

    OI Helio,
    Adorei o seu ensaio. Sou admiradora numero 1 da Zelia Gattai e acho que vc conseguiu tirar a alma do livro.
    Muito bom mesmo.
    Parabens!
    A proposito, fui eu quem criou a comunidade sobre ela no orkut.
    Bjs e sucesso.

     

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